terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Análise do blog itambacuriemfoco acerca da Operação desastrosa da Polícia Militar em Itambacuri com resultado trágico: de um lado militares mata idosa, atira em deficientes físicos e saem feridos e por outro lado, um militar recebe tiro de espingarda e o Tenente leva facada na axila.

Analisaremos, hoje, a história de uma operação realizada pela Polícia Militar de Itambacuri na Zona de Frei Serafim com resultado trágico tanto para a Polícia Militar quanto para a família do senhor Geraldo Paulino. Registramos, por oportuno, que não esgotamos o nosso entendimento acerca do ocorrido, mas tão somente apresentamos os fatos com base no que compilamos através dos meios de comunicação, relatos de familiares do senhor Geraldo, do Boletim de Ocorrência e Mandado de busca e apreensão de suspeitos de tráfico de drogas.
Os fatos serão relatados e comentados por tópico. Sendo estes:
1- MEIOS DE COMUNICAÇÃO DES (NECESSÁRIOS)
2- DAS CONDIÇÕES ESPECIAIS DOS MORADORES DA CASA ONDE OCORREU O FATO. 
3- DAS PARTES ENVOLVIDAS NO FATO
4- FALA DO COMANDANTE REGIONAL DA POLÍCIA MILITAR CORONEL PINHEIRO
5- DO BOLETIM DE OCORRÊNCIA
6- HISTORIA DE VIDA DE D. RAIMUNDA

7- CONCLUSÃO


Iniciemos, pois a leitura:

1- MEIOS DE COMUNICAÇÃO  DES(NECESSÁRIOS)


No dia 17 de fevereiro de 2016, informação compartilhada via facebook e whatsaap apresentava a seguinte mensagem:
 
 Para nós, tudo era muito estranho. O conteúdo da matéria não nos apresentava bem. Razão pela qual questionamos acerca do porque sabendo que o cidadão era de alta periculosidade somente dois policiais haviam se deslocado para fazer a abordagem. Questionamos,  ainda, se podia chamar duas pessoas de equipe. E qual o porte físico dos IDOSOS e suas condições de saúde, pois foram mais fortes do que o “Serviço de Inteligência da Polícia Militar".

Como não aderimos à Goumet - "passa Goumet que dá" - corremos atrás da verdadeira maionese. 

Foram muitas buscas em sites. O aspecto singular das matérias publicadas nos chamou a atenção porque confirma que duas pessoas idosas haviam agredido policiais, sendo que um fora esfaqueado e outro recebera um tiro na boca e estava na CTI, mas a informação partia da PM ( segundo a PM, informou a PM, disse a PM).

Em várias chamadas, a imprensa cuidou de dar ar de condenação aos idosos e a Polícia Militar se limitava a defender o seu lado.
Observem algumas chamadas:
a- Uma idosa morre baleada ao atacar e ferir policiais em Itambacuri ( Rádio Teófilo Otoni) 
b- Avós de suspeito de homicídio atiram e esfaqueiam dois PMs no Vale do Rio Doce ( R7)
c-PMs são feridos por casal de idosos durante operação em Itambacuri ( Portal Iguandu)
d-              Idosa é morta em confronto com policiais militares em Itambacuri ( Estado de Minas)
e-             PMs são feridos por casal de idosos durante operação em Itambacuri (G1. Globo)
f- Tenente é esfaqueado na axila e cabo baleado na boca em Itambacuri ( O tempo)

g- Dois policiais ficam feridos e idosa morre durante busca por foragido da justiça em Itambacuri ( minas 247) 

h-             Dois policiais ficam feridos e idosa morre durante busca por foragido da justiça em Itambacuri (aconteceunovale)
i--             Dois policiais militares são feridos durante operação em itambacuri, o fato aconteceu durante essa madrugada quando os militares procuravam um foragido da justiça, os autores seriam os avós do procurado, durante a ação um militar foi alvejado com um tiro, o outro levou uma facada, e uma senhora que estava na casa foi alvejada e faleceu no local. o Tenente Coronel Miranda nos trás as informações . (elvis reportagem)

 Imediatamente, percebemos o calor das indignações contra o casal de idosos e o surgimento de inúmeras postagens, próprias ao período da quaresma, no estilo Morte e Paixão de Cristo - Crucifica-os! sob os argumentos de que "os velhinhos eram bandidos e bandidos tem que morrer". Exemplo:




                Para nós, todas as matérias publicadas na internet davam conta que um mandado de busca e apreensão havia terminado em tragédia na Zona Rural de Itambacuri, mas nenhuma clareava o fato.


Certo é que os comentários de muitas pessoas eram a mais genuína manifestação de ódio ao casal de idosos e à família sem mesmo parar para analisar, valorar e perceber a gravidade dos acontecimentos e questionar a veracidade daquelas informações.

O jornalismo televisivo foi mais prudente, à exceção de um repórter de uma emissora da nossa região que parecia forçar o idoso a confessar um crime.  

Assistimos a entrevista que o Capitão Luís Carlos Miranda concedeu à TV IMIGRANTES, e nesta, ele relata que o tenente Rabello fez adentramento  na casa com arma com bala de borracha e assim que ele entra ele é esfaqueado pelo idoso na região da axila e cai ao solo. Ao cair ao solo a arma que se encontrava com ele cai ao chão e é apanhada pela idosa e apontada para os PMS. Ao apontar a arma para os policiais, eles efetuam o disparo e ela faleceu.
 A fala deste Capitão não nos convenceu.

Ora, se a arma estava municiada com bala de borracha, bala não letal, qual a necessidade dos militares pipocar a idosa??? Por outro lado, se uma mulher, idosa, fraca, 58 quilos, 1,55 de altura consegue ir ao chão e pegar a  arma de um tenente na frente de outros policiais, quem vai nos socorrer quando precisarmos de segurança pública?

Depois desta entrevista, assistimos a fala concedida pelo Capitão Elson às TVs Leste e G1 - Globo. Nas matérias, este capitão disse que o idoso partiu para cima do tenente com uma faca, e o tenente tentando desarmá-lo não conseguiu e ele veio a perfurar o Tenente com esta faca. Que os demais militares também tentaram desarmar o idoso, mas não conseguiram.

Neste ponto, confessamos que sentimos vergonha por nossa PM. Ficamos pensando: Se um bando de policiais não consegue abordar um idoso, se forem trabalhar numa favela onde há comando de alguma facção criminosa, estão perdidos. Como assim??? Estes policiais passaram ou não por treinamento? 

O Capitão Elson completou sua fala dizendo que no momento que o tenente estava caído no chão, apareceu no local a esposa (idosa) portando uma arma longa e os militares não tiveram uma outra opção senão proteger a vida deles efetuando a arma de fogo.

Assistam o vídeo da TV Imigrantes  que se encontra abaixo em seguida clique no link abaixo para assistir a matéria do G1





Perceberam a contradição? O primeiro diz que a idosa pega a arma do tenente Rabello que havia caido no chão; o segundo fala que os PMs atiraram porque a idosa saiu de dentro da casa com arma longa, tipo cartucheira. Quem estava com a verdade? O Capitão Carlos Miranda ou o Capitão Elson?

Neste momento, não tínhamos dúvidas de que a Polícia Militar havia cumprido um mandado de um jeito incomum.

 Tão incomum que nas versões televisivas e escritas haviam muitas contradições.

Contradições que alertam que até mesmo o próprio REDS ( Registro de Eventos de Defesa Social) deve ser olhado com ressalva. Afinal, quem estava com os dedos na arma a atirar naquela noite; também usou dos mesmos dedos para ajudar a escrevê-lo ou digitá-lo.

Portanto, o Boletim da Ocorrência que alguns policiais militares tentam apresentar como a mais absoluta expressão da verdade, tem somente presunção "iuris tantum" - que significa presunção relativa. Ou seja; admite prova em contrário através de perícias, de testemunhas, de outras provas. Só na hora que for confrontado com demais provas é que Itambacui vai saber a verdade do que se tratou e quem matou a senhora Raimunda.

Certo é que há muito de misterioso, de enigma, de escondido neste caso.
 De tão escondido que a própria polícia não soubera responder as questões e na ânsia de se defender e se defender dos fatos, faltou com a verdade ao passar informações para a população. Prova está nos vídeos. Dois Capitães gaguejando. Uma vergonha!!!

A TV Alterosa, com maior prudencia, informou no JA da 1ª Edição: PMs matam idosa em busca por suspeitos. Na 2ª Edição, o JA publica: Operação policial termina em desastre. Vejamos! 

1ª Edição.



2ª Edição. 

No entanto, foi o Programa Alterosa em Alerta que abriu maior espaço para a família falar sobre o ocorrido e, então, a população de Itambacuri teve maior conhecimento acerca dos fatos; inclusive, obteve a informação de que duas pessoas deficientes também tinham sido alvejadas pelos policiais. Fato que os policiais não haviam mencionado.

Infelizmente, devido a extensão do vídeo desta emissora, não conseguimos jogá-lo aqui no blog. 


             Certo é que alguns operadores da imprensa publicaram uma questão com um resultado bárbaro, horrendo, representativo do maior grau de perversidade para com pessoas que gozam de proteção especial, sem ouvir a família.

A imprensa foi tão afoita na publicação da matéria que  teve site que no dia seguinte, talvez analisando o peso da situação, apagou o que tinha postado.
A TV Imigrantes, também, no dia  18.02. 2016 após vários questionamentos de familiares, resolveu apresentar a versão da família.

2- DAS CONDIÇÕES ESPECIAIS DOS MORADORES DA CASA ONDE OCORREU O FATO. 

Na casa, havia, além de uma jovem,  05 pessoas que, "supostamente", deveriam ter a proteção especial do Estado. 
Uma adolescente que goza da Proteção garantida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente ( Lei 8069/90).

Dois idosos que gozavam da  proteção garantida no Estatuto do Idoso ( Lei 10.741/2003).

Dois filhos dos idosos que gozam da proteção do Estatuto dos Portadores de Deficiência (Lei 13.146/2015)


3- DAS PARTES ENVOLVIDAS NO FATO

Na operação atuaram 6 ( seis) Policiais Militares, sendo eles: Tenente Edson Henrique Rabello de Souza Mendes, Soldado Juliana, 2º Sargento Henrique, 3º sargento Vander dos Santos Dutra, Cabo Wendel Oliveira Santos, Cabo Alexandre.

       Na casa, como já informado acima, encontravam-se a Sra Raimunda Pereira da Silva e o Sr. Geraldo Paulino dos Santos e seus filhos  Carlos Roberto Gonçalves dos Santos e Geralda Paulino de Araújo, a estudante Janaina Moreira Dias, a adolescente JMD.

Mais uma vez tentamos entender como é que policiais preparados que passam pela CFsd (Curso de Formação de soldados) e pela EFO (  Escola de Formação de oficiais), responsáveis por nossa segurança pública, haviam fracassado diante de uma operação onde o embate foi, conforme divulgado por eles, com dois idosos. 

Vamos mentalmente ao exame do porte  dos nossos policiais. 

1- George Henrique - 30 anos - Bombadão!
2- Vander - 44 anos - Potencial genético de pura fortaleza!
3- Alexandre - performance parecida com homens que aparecem nas propagandas de academia de musculação.
4- Wendel - Não tem a estatuta dos grandões Alexandre e Henrique, mas é novo, músculos fortes, humilha os fracotes.
5- Tenente Rabelo - com menor estatura, mas é jovem, troncudo, forte, com uma caixa de peito e músculos fortes.
6- Juliana - mulher com excelente preparo físico, forte resistência, como ela mesma fez questão de mostrar nos últimos dias.

Por outro lado, os seus contendores eram:

1- Sr. Geraldo, 73 anos, 75 kg estimado, 1,70 metros
2- Dona Raimunda – 72 anos, 58 kg, 1,55 metros. Um trisguelinho de gente diante deles.

Sendo assim, era importante indagar qual a força bruta deste idoso, diante de tantos tórax robustos e troncudos que a idade varia entre 30 a 38 anos; à exceção de Vander (44 anos), e qual o preparo físico possuía a idosa diante de toda uma formação a que são submetidos nossos policiais.



A conclusão que nos decorreu é que somente a incorporação dos personagens Spectreman, Jaspion, Blackman, Raide, Jiraya, Masckman, Cybercops, Goku, Thor, Superman, Hulk, Luke, Batman é que teriam tornado esses idosos tão perigosos como anunciado na internet.



Como já mencionado, várias mídias apresentarem os fatos sob a ótica da Polícia Militar. 
Ainda assim, a PM não saiu vitoriosa.
Foi ela mesma quem se incumbiu de revelar o fracasso da operação através da contradição de suas falas.Certo?
Foi ela quem se gloriava desta desastrosa operação. 
Foram muitos os policiais que manifestavam ódio e questionavam porque não tinha matado também o resto.Certo?
Foi quem estava na operação que com sua "sensação de dever cumprido", mostrou-se totalmente indiferente aos amigos e familiares das vítimas. A postagem desnecessária de imagens de treinamento pode representar para a polícia, que a pessoa é guerreira, que é preparada, mas na prática não houve vitória nenhuma porque foi uma operação fria, que ceifou vidas de inocente, que deixou pessoa incubada, outros feridos e um resultado sangrento
Afinal, a vida é uma coisa séria e respeitável demais para que se exponha ao arbítrio de quem quer que seja, de qualquer um que aja sem refletir, sem pensar, porque a vida é o único bem que não se restitui. Perca um carro, uma casa, um vaso, um anel que com um pouco de esforço você adquirirá outro. Se você perde um ente querido não há como tê-lo de volta.
É por esta razão que a vida está acima de qualquer denuncia anônima, a vida está acima de qualquer mandado, a vida está acima da vingança, . A vida está acima de autoridade, de qualquer treinamento, de qualquer paixão.
 Acima de qualquer coisa está o inviolável direito de viver. E não há nada que justifique acordar alguém de sua cama para fazê-la dormir eternamente. 










4- FALA DO COMANDANTE REGIONAL DA POLÍCIA MILITAR CORONEL PINHEIRO


 Todos sabemos que operação realizada pela PM na noite de 16 e madrugada do dia 17 deste fevereiro foi fracassada.

No entanto, a polícia não se encolheu. Nenhuma lamentação. 
Não teve uma nota de pesar pelo ocorrido expedido pela PM.

Pelo contrário.

O comandante Regional da Policia Militar, Coronel Aroldo Pinheiro apareceu na rede televisiva para rebater a entrevista feita pelo delegado de polícia Dr. Eduardo que falou que os policiais não poderiam entrar na casa da família naquela noite, por causa de preceito legal.
Ficamos estarrecidos com a posição do Comandante da PM..


E de que forma fez isso? 

Com cara de riso e deboche.
Debochava de quem? Do chefe de Polícia Civil?,
 Não! Da nossa!
 Como se fôssemos obrigados a dormir em total insegurança, em sobressalto, sem saber se uma denúncia ANÔNIMA vai ou não conduzir à nossa casa policiais des(preparados) e levar nós, ou um dos nossos familiares e pessoas queridas a exposição da morte . 
Fato é que o fundamento usado pelo coronel Pinheiro, para amparar a ação dos policiais, é uma decisão do STF ( Supremo Tribunal Federal) que não serve de base para este fato. Explicamos com detalhes, coisa que ele não fez:
 A decisão do STF que ele menciona  para justificar a invasão de policiais à noite na casa do senhor Geraldo e dona Raimunda é uma decisão dada no Recurso Extraordinário 603.616 em 05 de outubro de 2015 em que se discutiu a entrada de policiais sem mandado em domicílio PARA BUSCAR E APREENDER DROGAS. 
O fato julgado pelo STF é o seguinte: A polícia recebeu uma denúncia anônima de que alguém estava transportando drogas.

 Ela saiu correndo para o local como fez a nossa PM?

Não! Passou a investigar uma transportadora até que em uma data ao abordar um dos caminhões que seguia na BR 364  encontraram 25 kg de drogas.

 O motorista do caminhão falou que tinha sido contratado para levar o produto para Goiania e disse que o dono da empresa quem era o responsável.
 Os policiais, que estavam sem mandado de busca e apreensão, foram com o motorista até a casa do proprietário da empresa.  Ocorre que quando lá chegaram, já eram 19 horas.
A polícia no caso discutido pelo STF não foi à casa imprudentemente às 23:30 como ocorreu aqui em Itambacuri, sem ter um flagrante e nem perseguição.
Chegando à casa do dono da empresa, a polícia  apreendeu mais de 8,5 kg de cocaína que se encontrava no carro que estava na garagem da casa. Obteve êxito! O que estavam procurando estava lá. Não houve abuso de autoridade, não houve morte.
Na sua defesa, este senhor alegou a falta de mandado e que a abordagem foi feita à noite. 
O STF entendeu que este senhor estava cometendo crime permanente pois o transporte da droga era feito durante o dia e seguia pela noite, sendo que  a qualquer  hora acontecia o comércio. Isso é flagrante. E o fato que dá direito à RESERVA JUDICIAL.

Decidiu, ainda, o STF, que para ter amparo, o caso concreto tem que indicar que no interior da residência está acontecendo flagrante delito. Sob pena dos agentes policiais responderem civil, penal e administrativamente.
O caso é totalmente diverso do que aconteceu em Itambacuri porque os meliantes procurados pela PM  não se encontravam naquele local e nunca residiram ali. Não havia nenhuma droga naquele local.  conforme informam familiares.
 As coisas que tinham na casinha de Seu Geraldo eram 03 paus velhos que mais serviam para lenha e a polícia insiste em chamar de armas. Uma espingarda funcionando, cartucho vazio – de uso permitido. Uma faca – instrumento cortante que todo e qualquer cidadão possui em sua casa.

Que crime permanente há?

Leia a decisão e compile as informações:


Para piorar a imagem da Polícia Militar, apareceram nas redes sociais alguns policiais que, inclusive, possuem o ensino superior,  compartilhando o vídeo com a fala do Comandante Regional da Policia Militar  mandando o povo tirar suas conclusões como se quem estivesse ali falando fosse o príncipe dos penalistas - Nelson Hungria, ressuscitado, ou um Eugenio Raúl Zaffaroni, um José Henrique Pierangeli, um Rogério Sanches Cunha, o Greco, Nelson. Melhor: O próprio e legítimo Ministro do Supremo Tribunal Federal,  Relator do Recurso Gilmar Mendes apresentando uma verdade irrefutável.

Fato é que não há brilhantismo nisso. 
É um equívoco ficar juntando justificativas neste momento.
Especialmente quando a justificativa afeta a base do Estado Democrático de Direito.

                Resta-nos agora, dirigirmos ao  Secretário de Estado de Segurança Pública de Minas Gerais para vermos qual a posição será tomada na condução deste caso.

A questão que não cala na cidade, é: Uma pessoa invade uma propriedade e mata um inocente,  ele é bandido.
E quando um policial invade uma propriedade, atira em um idoso, mata uma idosa, atira e fere uma deficiente mental, atira e esmaga os dedos de uma pessoa doente, coloca uma adolescente e uma jovem para se esconder debaixo da cama, pessoas que nunca tiveram uma passagem pela polícia. Ele é o que???

Afinal, quem praticou a maior violação da legislação: Estatuto do idoso, Estatuto da pessoa portadora de deficiência – Lei 13146/2015 e o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Constituição da República foi a polícia.

Razão pela qual consideramos infeliz a cara de deboche e a declaração do Comandante. Triste hora!!

Ou é para isso que pagamos a polícia?
Isso pessoas, não é segurança. È insegurança.

Assista abaixo o vídeo com a fala do Delegado de Polícia de Itambacuri, Dr. Eduardo José Pereira Gil e na sequencia a fala do Tenete Coronel Aroldo Pinheiro.








 
Antes de finalizar este tópico, é importante lembrar que não faz muito tempo, a polícia militar foi extremamente cautelosa ao realizar uma operação na Zona Rural de Cafelândia. A operação foi realizada ao amanhecer, com uso de helicóptero, não houve uso de transporte particular  e nem policiais a paisana. 
E atente-se que lá sim, foram encontradas pesadas armas e os envolvidos perante a justiça não gozavam das garantias de nenhuma legislação especial.
Vale menos, para a Polícia Militar, um cidadão sem nenhuma passagem pela polícia?

Como o que vale mesmo para a abertura do processo é o Boletim de Ocorrência Policial e não a nossa indignação, vamos a análise dele.


5- DO BOLETIM DE OCORRÊNCIA

       Preliminares

Antes de tratarmos propriamente do histórico da ocorrência, queremos dizer que após pegar cópia do Registro – BO M 2212-2016-0000339, que trata do episódio ocorrido na Fazenda Boa Vista em Frei Serafim, verificamos que o BO possui 17 laudas, sendo que 15 laudas são praticamente digitação de dados pessoais dos envolvidos e discriminação dos objetos e materiais recolhidos. Somente  uma lauda e meia descreve o histórico da ocorrência. Ou seja, somente em uma folha e meia de papel contaram a história do que aconteceu  na propriedade do senhor Geraldo.

Uma coisa que nos deixou reflexivos é que apesar do Histórico da Ocorrência ter sido contado em somente pouco mais de uma lauda digitada, a Polícia Militar gastou quase 12 horas para confeccionar o Boletim de Ocorrência.

Observamos com atenção que a pessoa que redigiu e concluiu o BO – o Digitador PM 1572718 - fechava o BO, voltava, reabria corrigia e/ou complementava o BO. A nosso ver, de duas, uma:  O digitador é péssimo em digitação e retornava para corrigir os erros de escrita ou fazia  mudança na versão dos fatos, ficamos com a última tese.



Do mérito

O teor do BO será dividido por sequencia numérica para melhor entendimento dos nossos internautas e ao final da matéria publicaremos cópia do Histórico da Ocorrência. 

 Vamos à análise!

1- Conforme relato dos militares envolvidos diretamente na ocorrência, RECEBERAM DENUNCIA ANÔNIMA, dando conta de que os suspeitos de autoria do homicídio ocorrido em Campanário, conforme REDS 2016-002892606-001, estavam homiziados na casa da sra. Raimunda Pereira da Silva e do Sr. Geraldo Paulino dos Santos ( Sendo confirmado pelo próprio Sr. Geraldo, que os indivíduos citados abaixo realmente passaram por aquele local e homiziaram-se na sua residência após o citado homicídio),

Observem que o relato diz que os militares receberam denúncia anônima. Neste caso, algumas questões precisam ser levantadas.
Pergunta-se então?
Qual o momento exato que estes policiais receberam a denúncia anônima? Foi à noite? Foi à tarde? Afinal,  a invasão na propriedade ocorreu às 23:30 mim.

É certo que a Polícia Militar ia à procura de uma pessoa de alta periculosidade, ela iria pegar todos os detalhes do local onde se encontravam aqueles que eles iriam prender.
 Dentre estes detalhes, alguns não podiam faltar: quem mais estava na companhia do indiciados, quantas pessoas, quem seriam estas pessoas, as condições físicas e de outras naturezas em relação a estas pessoas.

É necessário lembrar que o anonimato é vedado pela Constituição da República, mas no caso de receber uma denúncia, o eventual anonimato é algo secundário.

Não podemos questionar, então a denuncia anônima, porque o problema não está no anonimato; mas na prudência e na legalidade da atuação dos policiais, que não podiam agir senão com base na lei e após verificada a procedência das informações.

Então... há questionamentos que a Polícia não podia desprezar quando recebeu a denuncia anônima. A polícia não podia e nem ia chegar naquela casa sem saber o que ia enfrentar. 
Pressupõe-se, com isso, que os policiais sabiam que naquela casa havia dois idosos, duas pessoas portadoras de necessidades especiais, uma adolescente e uma jovem, sem nenhuma passagem pela polícia e, detentores de proteção especial por esta razão o dever de cuidado deveria ser redobrado.

Acreditamos que o advogado da família, Dr. João Macio Coelho deve pedir a escuta dessa denúncia anônima para verificar se a morte de dona Raimunda, os constrangimentos a que passa a família, a invasão de sua propriedade está no próprio anonimato ( uma pessoa que mentiu) ou se foi a polícia que não observados a inverossimilhança e a possibilidade de se cumprir o mandado com  todos os requisitos legais.


2- De posse de ordem judicial, nº de processo 0327.16.000340-3, (mandado de prisão preventiva e busca e apreensão) Expedida pelo M.M Juiz de Direito da Comarca de Itambacuri, Dr. Claudio Schiavo Cruz, em desfavor de Charliano Moreira Dias, João Carlos Alves Vieira, Elton Alves da Silva e Leandro de Jesus, deslocaram-se até o local.


Observamos que a Polícia Militar durante todo o tempo tentou justificar a ação com o argumento de que tinha um mandado de busca e apreensão e, notamos, ainda, que tal justificativa passava a algumas pessoas menos informadas, a impressão de que o Juiz de Direito da Comarca de Itambacuri tinha dado um aval para que a Polícia Militar cumprisse o mandado àquela hora da noite, naqueles moldes, corroborando com aquele trágico resultado. Observe este comentário que se encontra no Estado de Minas:



Convém, portanto informar que o REDS é um sistema que  integra base de dados da Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério Público,  Poder Judiciário e outros. Mas usar o REDS que faz parte de um sistema integrado e depois usar da infelicidade de uma operação para ficar repetindo simplesmente que o Mandado foi expedido pelo Juiz, sem explicar os termos do mandado é no mínimo querer compartilhar a responsabilidade do infeliz ato. Embora não se possa afirmar, mas pareceu que esta era a intenção.

Então... os termos contidos nesse mandado precisam ser explicados para não deixar nenhuma dúvida ao nossos leitores.

Observem com atenção o mandado. 


Notem que o requerente do tão falado Mandado foi o Delegado de Polícia Civil local.

O mandado foi para PRENDER E RECOLHER Charliano Moreira Dias e mais 3 comparsas, todos moradores do Município de Campanário, acusados por indícios de tráfico de drogas, com o objetivo de garantir a ordem pública, conforme dispõe o art. 312 do CPP.

O Juiz de Direito ao expedir o mandado diz ao DELEGADO DE POLÍCIA que ele deve observar o artigo 250 do Código de Processo Penal. Este artigo fala que a autoridade pode penetrar em outra localidade quando for no seguimento da pessoa ou coisa, conforme a urgência.  Tem que já estar seguindo a pessoa sem interrupção.

Diz ainda este artigo que pode a polícia entrar, em outro território mesmo sem ter avistado a pessoa. Mas, para isso, a polícia tem que ter INFORMAÇÕES FIDEDIGNAS.

Informações fidedignas significa informações de todo crédito, autentica, genuína, real, verdadeira, verídica.
Daí questiono:
Pode-se acreditar que a PM foi cautelosa com as informações obtidas de forma anônima? A polícia pode confiar que pessoa que não tem coragem de se identificar, passa informações fidedignas??? 

O mandado judicial também consagrou ao DELEGADO DE POLÍCIA a observação do artigo 5 º, inciso XI da Constituição da República. E ainda, determina: Observe a PARTE FINAL.
O artigo 5º, XI preconiza "A casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou ... (Atenção!!!  Vamos à parte final) DURANTE O DIA POR DETERMINAÇÃO JUDICIAL.

Com isso, entendemos que o Juiz de Direito não mandou nenhum agente sair à noite para prender ninguém Muito menos expediu o mandado para a Polícia Militar. O mandado está para o DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL LOCAL. 


Quanto a existencia de mandado com ordem expressa para a Policia Militar, ou  outro documento judicial ordenando que a PM faça a busca, nós desconhecemos. Se a PM tem algum documento especial, este precisa estar nos autos mencionado no Boletim de ocorrência; até porque o que não está nos autos está no "mundo" e o que está no "mundo" é falácia.
Além disso, o mandado expedido pelo Juiz de Direito informa: “não sejam molestados os moradores mais do que o indispensável para o êxito da diligencia.” Os moradores referidos no mandado além de não ser os idosos, moravam el localidade diversa.

Entendemos, ainda que se o mandado fica na base de dados, a Polícia Militar pode até cumpri-lo após verificado os termos do documento e as circunstancias do fato, em caráter excepcional.

Certo é que esta ação pareceu invasão de atribuições e  acabou por expor, estremecer e fragilizar nossas instituições. 

3- Sabendo da periculosidade dos homiziados, foram de REFORÇO, juntamente com guarnição de serviço os seguintes militares: 1º tenente Rabello, 3º sargento Vander e cabo Wendel.

Prendam suas mentes à palavra reforço que mencionaremos em item posterior.

4- Durante o planejamento da ação, foi acordado que deslocariam EM UM VEÍCULO DE QUATRO RODAS, DESCARACTERIZADO, E UMA MOTOCICLETA, 

Nós tivemos informações de que este veículo descaracterizado é de cor branca, pertencente ao Município de Itambacuri que foi emprestado à Polícia para esta operação e, a moto é de propriedade particular do 3º sargento Vander.

Pode haver autorização para uso de bens públicos, de forma precária, mas para isso deve-se observar alguns critérios, portanto, temos alguns questionamentos: Será que há solicitação do empréstimo do veículo e ordem de serviço expedida pelo município? Este veículo pertence a qual órgão? Educação... Saúde...Ação e Gestão Social... Obras. O gasto com gasolina, por exemplo esta contemplado dentro do recurso própria para a segurança pública ou saiu de secretaria em que os recursos possuem destinação própria? Estas informações devem estar dentro do inquérito. Será que o ordenador do uso ( o agente que liberou o transporte) sabia que este seria usado para levar os PMs àquela residencia? 
Houve o devido registro de saída de bem patrimonial para o devido controle e a respectiva baixa no ato da entrega?
Esse carro, pelas condições do pessoal ferido, afinal, ele veio conduzindo os policiais feridos, foi periciado ou ao chegar nesta cidade lavaram algum sangue ou vestígio que existia?

4- Sendo que, no veículo de quatro rodas, estavam os seguintes militares: 1º Tenente Rabello e cabo Wendel, AMBOS A PAISANA, juntamente com os militares de serviço no turno, quais sejam: 2º sargento Henrique, cabo Alexandre e soldado Juliana, ambos devidamente fardados; na motocicleta deslocou-se o terceiro sargento Vander, também à paisana.

Resumo:
3 eram os militares a paisana ( Rabello, Wendel, Vander)
3 eram policiais militares fardados ( Henrique, Alexandre, Juliana)

5- Ao chegarem ao local do homízio, se reuniram na cancela de entrada da residencia e foi determinado pelo tenente Rabello que os militares fardados se deslocassem para o fundo da residencia e os militares à paisana permanecessem realizando o cerco na frente da residencia.

Resumo:

Na frente da casa ficaram os 3 policiais não fardados.
No fundo da casa - ficaram os 3 policiais fardados.


6- Depois de efetuado o cerco, o Tenente Rabello proferiu os seguintes dizeres: Aqui é a polícia! Aqui é a polícia! Temos ordem judicial aqui, PODEMOS REVISTAR A RESIDENCIA? Dizeres que foram repetidos cerca de três ou quatro vezes.

Partindo-se da premissa de que este relato é a mais pura expressão da verdade, não consiguimos entender o fato da polícia sair daqui de Itambacuri, ir até Frei Serafim alta noite, para acordar alguém para fazer esta pergunta com toda esta gentileza e correr o risco de receber um não.
Imaginemos que realmente foi assim que aconteceu e, então o senhor Geraldo diz:
- Não! Eu não deixo revistar a minha residencia.
E então... os policiais iriam agradecer e retornar para Itambacuri e o  Sr. Geraldo iria voltar ao sono.

Ainda, a pergunta que não quer calar: Se eles iam chegar lá com toda esta gentileza, o porque de realizar o cerco e levar Reforço? (item 3)

7- Neste momento, da JANELA que estava entreaberta, localizada NA FRENTE, lateral direita da porta de entrada da casa ( do ponto de vista de quem sai de dentro da casa pela porta da frente), saiu em desabalada carreira, o sr. Carlos Roberto Gonçalves dos Santos, até então não identificado, MAS QUE PENSARAM SER UM DOS SUSPEITOS DE AUTORIA DO CRIME, OCORRIDO EM CAMPANÁRIO.  

Pensaram o mesmo que nós? Que interpretação a gente dá para este parágrafo?

a- Qual a razão do Carlos sair correndo por uma janela se os policiais estavam chamando com tanta educação?

b- Porque será que os policiais que encontravam-se na parte da frente da casa e ali estavam para cumprir um mandado de prisão do pessoal de Campanário quando viu o Carlos sair correndo pela janela não foram atrás dele, se pensaram ser ele um dos suspeitos da autoria? 






ENTENDA O QUE RELATA A FAMÍLIA

O senhor Geraldo conta que por volta das 24:00 estava dormindo e acordou com os gritos: ô seu Geraldo, ô seu Geraldo! 
Logo em seguida só ouviu o "chutão" na porta. Que imediatamente pensou que fosse alguém que queria pegar as meninas que moram com ele ou alguém querendo pegar seu "dinheirinho" pegou a espingarda e saindo do quarto mirou a espingarda no chão acreditando que atirando no chão iria assustar o "bandido" que ia correr. Ocorre que, o policial Wendel tinha entrado na casa de cócoras ao chão, como ele enxerga pouco ele não viu o "pobrezinho do menino". 
Que com aquela situação ele nem viu por onde o filho que tem problemas de saúde saiu disparado de dentro de casa. 

Entenderam? Segundo a família, o Carlos saiu em disparada após a polícia ter invadido a casa.

Para se ter um pouco de ideia do que viveu esta família, assistam os relatos abaixo:

a- Geralda fala como foi acordada no meio da noite.



b) Carlos, pessoa com dificuldades de linguagem   e com histórico de AVC conta como os policias militares trataram seu pai e a si.






8- DIANTE DESTA EVASÃO, OS TRÊS MILITARES A PAISANA ADENTRARAM A CANCELA E SE POSTARAM NAS LATERAIS DA PORTA DE ENTRADA DA RESIDÊNCIA, MOMENTO EM QUE O SENHOR GERALDO PAULINO DOS SANTOS EFETUOU  UM DISPARO DA FRESTA DA PORTA DE ENTRADA, QUE ATINGIU O CABO WENDEL NA BOCA.

Esta informação diverge da fala do sr. Geraldo que conta que estava dormindo e acordou com os gritos do seu nome, que ele ficou quieto e então só escutou um "chutão" na porta. Que  pensou que seria alguém que queria mexer com suas meninas ou alguém que queria pegar seu dinheirinho que tem sempre um tiquinho guardado; que imediatamente pegou a espingarda que fica no quarto e atirou no chão pensando que o barulho fosse assustar a pessoa; que ele enxerga pouco, ainda mais à noite, e então ele acertou a boca do rapaz que estava agachado no chão. 

É preciso que se observe que há indícios de que realmente a porta da casa fora forçada. Veja as imagens:





9- Neste mesmo momento, o cabo Alexandre e a soldado Juliana ouvindo o disparo e avistando o indivíduo que saiu da janela, vindo em suas direções e pensando tratar-se do autor do disparo, deu ordem de parada, que não foi atendida; diante disso, EFETUARAM DISPAROS PARA CONTER UMA PROVÁVEL AGRESSÃO, entretanto, o sr. Carlos Roberto Gonçalves dos Santos, NÃO FOI ATINGIDO, o qual passou entre os militares e se enroscou na cerca de arame localizada no fundo da residencia, sendo necessária, inclusive, ajuda do cabo Alexandre e da SD Juliana, para que fosse retirado dos arames.

O primeiro aspecto interessante deste item é o fato do BO afirmar que EFETUARAM DISPAROS PARA CONTER UMA PROVÁVEL AGRESSÃO E QUE O CARLOS NÃO FOI ATINGIDO.

Ocorre que esta afirmação não condiz com a realidade, porque um dos tiros acertou a perna e um dedo do pé de Carlos que é filho do sr. Geraldo, há pouco tempo sofreu um AVC, é deficiente e seu dedo ficou estraçalhado.

Triste, é que o tiro que o Carlos recebeu é porque nossos policiais trabalham no plano da probalidade, da não certeza. Está vindo alguém ali correndo, então eu vou atirar em legítima defesa antecipada. CONTER PROVÁVEL AGRESSÃO.




10- Em sequencia, o cabo Wendel deslocou-se até o fundo da residência e avisou ao 2º sargento Henrique que havia sido atingido; 

Estranho é que estavam na frente da casa Wendel, Rabello e Vander. Por qual razão justamente, aquele que estava com a boca toda arrebentada que foi avisar os colegas do ocorrido? Estava ou não gravemente ferido? Ou Foi ou não avisar os colegas?

 11- neste momento, o sargento Henrique deslocou-se até a frente da  residencia e deparou-se com a seguinte situação: O TENENTE RABELO E O SARGENTO VANDER ESTAVAM NA ENTRADA DA RESIDENCIA e o tenente Rabelo a todo momento, se identificava como policial e dava ordem para que Geraldo Paulino dos Santos soltasse uma faca, tipo peixeira, não sendo o militar atendido. O sargento Henrique visualizando toda a ação DOS MILITARES QUE ESTAVAM DENTRO DA RESIDENCIA, INFORMOU AO TENENTE QUE HAVIA UM MILITAR BALEADO. 


Questão: Se ficaram na frente da casa, Rabello, Wendel e Vander;  por qual motivo Rabello não sabia que Wendel havia sido baleado e precisou Henrique sair do fundos para avisá-lo?

12- momento em que o tenente solicitou ao sargento que lhe passasse a espingarda calibre 12 municiada com elastômero, o que foi feito pelo sargento.
De posse da espingarda, o tenente Rabello deu novamente ordem para que o sr. Geraldo Paulino soltasse a faca e, não sendo atendido, EFETUOU DOIS DISPAROS MOMENTO EM QUE ESTE PARTIU PARA CIMA DO TENENTE e deu-lhe uma facada, atingindo o militar na axila esquerda.

É de se questionar o porque da falta de imparcialidade por parte da Polícia Militar nas publicações da matéria. Respondam:
Neste ponto, quem age em legítima defesa? Quem efetua primeiro o disparo ou quem parte para cima após receber o tiro?
Qual seria a reação de uma pessoa após receber um disparo? 
Vocês acham que o Sr. Geraldo, analfabeto, pessoa simples, tinha conhecimento de que a bala era de borracha?
E mesmo se tivesse conhecimento alguém recebendo um tiro vai perguntar: 
- Me tira uma dúvida. Esta bala mata?
A polícia não divulgou que o senhor Geraldo agrediu o Tenente Rabello após este efetuar dois disparos no idoso.


13- O sr. Geraldo Paulino atracou-se com o tenente ainda de posse da faca e O SARGENTO VANDER ESTAVA SENDO IMPEDIDO DE AJUDÁ-LO, TENDO EM VISTA QUE A SENHORA GERALDA PAULINA ARAÚJO O PUXAVA PELA GOLA DA CAMISA POR TRÁS.

Como que um policial musculoso, forte, troncudo, que é o Vander que consegue pegar um homem forte nos braços e levantar ( Verdade! Está no facebook uma imagem dele segurando um outro homem nos braços) é impedido por uma mulher que o segurava pela gola da camisa?



14- O sargento Henrique coudreou a arma e deu um chute frontal na região abdominal de Geralda Paulina, a qual desvencilhou-se do sargento Vander que feriu-se no dedo por conta da facada portada por Geraldo Paulino; militar que juntamente com o sargento Henrique desarmou o sr. Geraldo Paulino e o algemou.

Gente... 
Se a Geralda Paulino, que é a Deficiente Mental, estava impedindo o Vander agarrada a gola da  camisa por trás,como é que o Henrique conseguiu entrar no meio dos dois e dar um chute no abdomem dela?? Não teria ele que afastar a perna para levantar e chutar?
Raciocina aqui com a gente. Como que um policial tão musculoso como o Henrique tem a coragem de dar um chute na região abdominal de uma pessoa portadora de necessidade especial?
Peraê... mas a Geralda não estava tentando impedir era a luta entre o Rabello e o seu pai Geraldo? 
Como que o Vander machucou? Ou a Geralda estava tentando impedir o Vander de também lutar com o seu pai?

15- A senhora Geralda Paulino evadiu-se do local, tomando rumo ignorado.

Geralda Paulino a deficiente mental , apavorada evadiu para o matagal e só foi encontrada no dia seguinte com um tiro na barriga



















16- No momento em que os militares algemavam o sr. Geraldo Paulino e aproveitando que o tenente Rabello, após ser atingido com o golpe de faca, deitou-se ao solo, sangrando demasiadamente, a sra. Raimunda Pereira da Silva, portando uma arma longa, não podendo ser esta especificada, devido BAIXA LUMINOSIDADE, postou-se próximo à porta de entrada e direcionou tal arma para os militares que executavam a algemação e partiu em direção ao cabo Wendel, que lesionado na boca, devido disparo de arma de fogo, mesmo sangrando bastante, conseguiu conter a injusta agressão por parte da sra. Raimunda, efetuando disparos em sua direção.

É obvio, que aqui temos que retornar à fala do capitão que disse que quando a arma do Tenente Rabello caiu ao chão, a idosa abaixou e pegou a arma e então os policiais atiraram nele.

Certo é que na data de 17. 02.2016 o diálogo da polícia foi a violência.




17- Na sequencia, o sargento Vander deslocou até o veículo de 04 rodas, que localizava-se a uma distancia aproximada de 1, 5 Km ( Um quilometro e meio) do local do fato, para proceder o socorro dos feridos.

A fim de que seja refrescada a memória, é importante lembrarmos que no início da confecção do BO foi escrito que o Tenente Rabello proferiu os seguintes dizeres: Aqui é a polícia! Aqui é a polícia! Temos ordem judicial aqui, podemos revistar a residencia? Dizeres que foram repetidos cerca de três ou quatro vezes.
Sabe o que significa proferiu? É pronunciar, dizer, explanar. Se ele chegou lá todo educado proferindo: Podemos revistar a residencia? Que necessidade havia dele deixar o carro a um quilometro e meio da casa?
Para não acordar os moradores não era, porque de qualquer forma teriam que gritar.


18- Em verificação à senhora Raimunda, perceberam que já não apresentava sinais vitais, motivo pelo qual preservaram o local para trabalhos da perícia.

19- O deslocamento dos militares feridos até o Hospital Nossa Senhora dos Anjos foi feito no citado veículo, conduzido pelo sargento Vander e composto por soldado Juliana que amparou os militares até a chegada ao local de atendimento médico.

20- No local do fato, permaneceram o sargento Henrique e o cabo Alexandre, os quais isolaram o local para o trabalho da perícia. 

21- e após buscas no interior da residencia localizaram e apreenderam os seguintes materiais:quatro armas de fogo, munições deflagradas, chumbo, espoletas e polvora e a faca usada na agressão ao tenente.( materiais especificados em campo próprio deste REDS).


22- A senhora Geralda Paulino de Araújo, que havia evadido do local do fato, posteriormente, deslocou-se para o quartel, com ferida na região umbilical, provavelmente provocada por munição de elastômero, ficha hospitalar nº 39314, segue relatório médico em anexo.

Linhas atrás o BO informa que a Geralda agarrara a gola da camisa do Vander e por essa razão o Henrique havia dado um chute na região abdominal dela e que só assim ela soltou o Vander. Então, além de levar um "chutão" a Geralda também foi ferida com bala. 

23- Os feridos foram atendidos pelo Dr. Douglas Ferreira Horta, CRM 50277, conforme NR. das fichas a seguir: Geraldo Paulino dos Santos, ficha 41652; Carlos Roberto Gonçalves dos Santos, ficha 1221924.

24- Posteriormente, Geraldo Paulino dos Santos e Carlos Roberto Gonçalves dos Santos reclamando de dores, receberam nova assistencia médica hospitalar, fichas de mesmos números das iniciais, Relatórios médicos em anexo. 
A perícia técnica foi acionad, comparecendo ao local o MASP 1366775-3, João Marcelo Borges, que realizou os trabalhos de praxe.
A senhora Raimunda Pereira da Silva, foi conduzida ao Instituto Médico Legal de Teófilo Otoni ( IML/TO), pelo rabecão de placa OPQ 9197, veículo mercedes/sprintes 415.


25- Foi testemunha de toda a ação policial, Janaina Moreira Dias, neta de Geraldo Paulino e Raimunda Pereira da Silva, que afirmou no momento do registro deste evento que: Os policiais militares se identificaram como policiais militares, por várias vezes e, somente adentraram a residencia, após o avô dela, sr. Geraldo Paulino, efetuar disparo de dentro da residencia contra policial e dar ordem para que Geraldo soltasse a faca, tendo em vista que após efetuar o disparo com arma, apoderou-se da citada arma branca; que segundos depois, viu o tenente Rabello sair da residencia sangrando; acrescentou-se ainda que, viu o momento em que a vó dela, Raimunda, pegou uma arma caída ao solo, levantou-a e apintou-a para os policiais, ouvindo em seguida, tiros. 


Antes de adentrar neste item, convém adentrar em uma questão que qualquer espírito inteligente precisa questionar. Porque a Polícia Militar deixou a idosa morta lá na roça, deixou a deficiente machucada com o tiro que recebeu da polícia dentro do matagal, mas trouxe consigo a adolescente e a jovem?

 O que tem demais nisso?

O que tem demais, é que a proteção integral de adolescentes condiz com os direitos e garantias que estão preconizados no Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei 8069/90. A Polícia não deu socorro a uma pessoa machucada, mas trouxe e ouviu uma adolescente desacompanhada do Defensor Público e do Conselho Tutelar; violando o Estatuto da Criança e do Adolescente,
Além disso,  a PM ficou muito tempo com as vitimas e testemunhas dentro do quartel.

 Imagina a situação...

 "Você acaba de perder um familiar assassinado por um policial e ainda fica sob a guarda dos assassinos???"
O que a PM ficou fazendo durante todo o tempo com os familiares e testemunhas?

Porque a PM fechava e reabria o Boletim de Ocorrência?

Nem precisa dizer que segundo o BO os Policiais Militares – são VÍTIMAS e o idoso, senhor Geraldo Paulino dos Santos de 73 anos, a idosa Raimunda Pereira da Silva de 72 anos ( falecida), Carlos Roberto Gonçalves dos Santos ( Portador de Necessidades especiais), Geralda Paulino dos Santos ( Portadora de Necessidades Especiais) – estas 04 pessoas que gozam de proteção de legislação especial (Estatuto do Idoso e o Estatuto da Pessoa Portadora de Necessidade Especiais – Lei 13146/2015 são os AUTORES dos crimes.

E a adolescente e a jovem são testemunhas, em desfavor do avô.

26- A menor de nome Janete Moreira Dia, confirmou a versão da testemunha citada acima na íntegra.

27- Em tempo, o tenente Rabello foi encaminhado para o Hospital Santa Rosália no município de Teófilo Otoni, bem como, o cabo Wendel.

28- As armas utilizadas pelos militares que efetuaram disparos, foram apreendidas e encaminhadas ao comandante do 19º Batalhão de Polícia Militar. Segue especificações das armas: carabina calibre.12, nº AHO 166714, utilizada pelo tenente Rabello; pistola IMBEL. 40, nº EKA  02886, utilizada pelo cabo Alexandre; pistola Imbel.40, nº EKA 35400, utilizada pelo cabo Wendel, e pistola IMBEL. 40, nº EKA 04511, utilizada pela soldado Juliana.

Como se percebe, conforme o Boletim de Ocorrencia, somente 04 militares utilizaram armas, então, para quem especulava se poderia ter o cabo Vander a quem o idoso trata,  carinhosamente de Vandim feito a execução; por exclusão já sabemos que não foi o Vander e nem o Henrique mataram a idosa. Isso, segundo o Boletim de Ocorrência. Que como já falamos admite provas em contrário por meio da perícia, laudos, testes, testemunhas.

Também acredita-se que não foi o tenente Rabello porque tanto a polícia, quanto o idoso afirmam que ele estava sangrando no chão.

Excluindo mais algumas elementares acreditamos que a polícia não terá trabalho para descobrir o verdadeiro autor(a) do crime.


6- HISTÓRIA DE VIDA DE DONA RAIMUNDA




 Raimunda Pereira da Silva, nasceu aos 02/03/1943.  Segundo amigos e familiares era uma mulher temente a Deus, Católica que fazia questão de ir todos os anos em romaria a Bom Jesus da Lapa agradecer ao senhor da vida, todas as  bençãos recebidas. Mãe de 15 filhos biológicos e 01 filho adotivo, mulher que batalhou,  juntamente com o senhor Geraldo, na lavoura para criá-los. Pessoa que levava bananas na cabeça de sua casa ao distrito de Frei Serafim para vender e pegava o anzol e ia pescar em represa e com isso ajudava na alimentação dos filhos. Mãe que apesar da casa cheia de crianças dava conta de estar com mais de um no colo e ainda ter um sentado aos pés com todo o cuidado e fazer destes pés um balanço para embalar os filhos.. 
Senhora que nunca abandonou um filho e até no dia da sua morte cuidava de um filho que teve AVC e de uma filha com deficiência mental comprovada. 
Senhora que por 51 anos conviveu harmoniosamente ao lado do senhor Geraldo e em razão de um total despreparo de Policiais Militares de Itambacuri foi alvejada gratuitamente, sem razão de ser, de forma criminosa.
Assim, em nome de amigos, colegas, familiares de dona Raimunda e Senhor Geraldo, devolvemos ao Estado o título de AUTORES de crime. 
VÍTIMAS É QUE SÃO!


7- FINALIZANDO

Sei que alguns poderão pensar que somos contra a Polícia Militar, o que não é verdade.
Somos contra as arbitrariedades, a imprensa tendenciosa, o desrespeito com os familiares, a invasão de casa à altas horas, a não não identificação da polícia, o desrespeito às legislações especiais e as garantias que levamos séculos para conquistar.

Somos a favor de uma investigação imparcial.  De um órgão público respeitoso para com os demais, sem posição de intransigência. 

Acreditamos no excelente trabalho do advogado da família Dr. João Mácio, no empenho do Ministério Público para que esta família seja, urgente, incluída no Programa de Proteção Vítimas de Violencia por agentes públicos, que a rede de proteção proporcione psicólogos para acompanhar a família. Que o Conselho Nacional do Idoso, o Conselho Nacional da Pessoa Portadora de Deficiência,  e os Órgãos de defesa da Criança e do Adolescente, acompanhe a adolescente. 
Poderiam questionar: E os policiais não precisam de tratamento, de cuidados?
Sim! No entanto, percebemos que estão em uma posição mais confortável em termos de planos de saúde e apoio da corporação.

Fechando as cortinas, esperamos que os laudos periciais nos aponte os culpados desta tragédia e que a Justiça seja feita.
Aos envolvidos neste triste episódio e familiares dos envolvidos, recebam nossos mais sinceros sentimentos de pesar pelas perdas.

Anexos:

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Errata: No item 04, onde se lê que "O Comandante Regional da Polícia Militar Coronel Pinheiro apareceu na rede televisiva para rebater a entrevista feita pelo delegado de polícia Dr. Eduardo que falou que os policiais não poderiam entrar na casa da família naquela noite por causa de preceito legal"
 Leia-se: O Comandante da  Comandante Regional da Polícia Militar Coronel Pinheiro apareceu na rede televisiva para rebater a entrevista feita pelo delegado de polícia Dr. Eduardo que disse também que ia investigar se o horário da operação realizada pela PM era legal.