Pasmem senhores!!!!
Durante a manifestação, a senhora
Secretária de Educação, Sra. Soraya Ali Scofield, aproximou-se dos pais para tirar-lhes satisfação em
atitude hostil, de afronta, disse a eles que a manifestação era política. Alguns se afastaram, mas outros manifestantes mantiveram - se firmes e calmos demonstrando para a Senhora
secretária e todos que ali faziam-se presentes o que é um povo educado e sem medo de lutar pelos seus direitos.
Entendemos que foi uma atitude
temerária da Sra. Soraya, uma afronta à população dos Chaves, já que os pais
estão lutando pelos direitos de seus filhos, direitos estes que estão sendo negados pelo
município. Esperava uma nova postura, um propor de conversa, um chamado à negociação, ainda que em conjunto com o Ministério Público, ao contrário do que foi apresentado: uma atitude negativa de desafio aos manifestantes .
Pensemos, pois! O art. 5º da Lei
de Diretrizes e Bases da Educação Nacional(LDB) leciona que “O acesso ao ensino
fundamental é direito público subjetivo, podendo qualquer cidadão, grupo de
cidadãos, associação comunitária, organização sindical, entidade de classe ou
outra legalmente constituída, e, ainda, o Ministério Público, acionar o Poder
Público para exigi-lo.”
Entendemos que quando a LDB diz
“qualquer cidadão”, ela, a lei não afasta a possibilidade de um político ou um
candidato correr atrás, cobrar, exigir o que é de direito do povo.
Também, há que se dizer que há
vários meses os pais de alunos da Escola Municipal João Chaves, vem tentando
solucionar o problema da educação escolar junto ao município de Itambacuri, o
que afasta o argumento de pais estarem ali por política.
Em maio de 2012, por exemplo, os pais
encaminharam um documento à Promotoria de Justiça de Itambacuri e tentaram de
alguma forma resolver, mas agora em agosto, os problemas pioraram.
Nós do Itambacuri em foco não
sabemos se há políticos por trás desta manifestação, porque se há, não havia nenhum na manifestação. No entanto, entendemos que havendo
ou não políticos no meio, a manifestação é legítima, é legal, os pais estão
lutando pelo que é de direito de seus filhos, fizeram um grande favor para a
sociedade visto que a manifestação deu uma visibilidade para a situação e
possibilitou uma interlocução entre transeuntes que por ali passavam.
Pessoas de outros povoados
expressaram, também, que a mesma coisa está acontecendo onde residem. Ouvimos
uma sra. De São José do Fortuna, uma professora que trabalha em Cafelândia, uma
senhora dos Pouquim, uma diretora de Escola Estadual disse que informou à
Superintendência Regional de Ensino que o transporte não está buscando os
alunos da zona rural que estudam em sua escola, um
proprietário de Fazenda na região de Boa Vista também nos relatou que as
crianças de sua região estão andando 3 quilômetros para pegar o transporte e mesmo
assim o transporte não está indo. Informou ainda, que ele está muito preocupado
porque apareceu uma onça na região e como as crianças vão para o ponto e o
transporte não vai, corre o risco de acontecer algo com as crianças; que
procurou a polícia ambiental e comunicou sobre o animal que inclusive já comeu
vários dos carneiros que ele cria.
Na conversa, pedimos a este
senhor para procurar a Promotoria de Justiça e relatar o fato, já que ele nos
informou que o responsável pela escola sabe o que está acontecendo mas não toma
providências.
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