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Uma nova Itambacuri? O que aguardar dos candidatos?

 

Crédito da imagem: Carlos Almeida

Nos momentos finais que antecedem a votação que decidirá quem serão os novos agentes políticos de Itambacuri, é necessário avaliarmos os candidatos e suas posturas, com o fim exclusivo de esclarecer a população para que vote mais consciente.

Neste ponto, vale o antigo clichê que diz que a informação é a nossa maior arma e não é demais ressaltar que a Lei Maior – Nossa Constituição Federal consagra a liberdade de manifestação de pensamento, vedado o anonimato.

Assim, o velho jargão “cala a boca” não tem mais espaço, sendo mais preponderante a resposta: “cala a boca quem já morreu”.

A “NOVA ITAMBACURI??”

Os leitores deste blog e o povo de Itambacuri é consciente de que o candidato a prefeito Jovani Ferreira dos Santos,  de novo não tem nada.

Apesar dele negar veemente qualquer ligação com a atual gestão, tal “informação” cai por terra, não sendo demais relembrar que o mesmo foi lançado por Henrique Luiz da Mota Scofield e a ex-esposa Maria José  na seção 12 de setembro de 2020 conforme a ata de convenção do Partido Liberal. 

Jovani, que diz ter origem humilde e ser filho de vaqueiro, teve a campanha mais cara de Itambacuri. Se ele se diz pobre, de onde saiu tanta verba? Se usou de dinheiro de investidores, o que eles estão querendo em troca? O bem do POVO? Certamente que não.

Comprovada sua associação ao mesmo grupo político ligado a Henrique Scofield, não há como não atrelar o futuro itambacuriense à atual e anêmica gestão, que nada mais fez do que beneficiar correligionários, com salários bem acima da média, diga-se de passagem, a comparar com os oferecidos aos cargos para o próximo concurso.

É só olhar para o chão para perceber que a cidade vive um completo descaso e abandono. Praças públicas, mercado, rodoviária, pontos que antes eram considerados turísticos. Sequer estão recolhendo o lixo regularmente (vide fotos tiradas no período de 13 a 14 de novembro de 2020).
















E o que dizer da fraquíssima atuação da assistência social, que, ao invés de oferecer às famílias carentes meios de ganharam seu próprio pão com incentivos, oficinas e acompanhamentos psicoterapêuticos, se ativeram a distribuir descompassada e   sem qualquer assiduidade, cestas básicas. Pasmem, a compaixão e caridade da atual gestão só aflorou nos últimos dias.

E a saúde pública? Um caos, sem remédios sequer básicos na farmácia popular. Quanto à atuação nos PSFs, a inércia não é diferente, pois os médicos sequer cumprem a carga horária que lhes compete: Exames e procedimentos cirúrgicos urgentes, emergenciais e outros mais simples? Só por meio de ação judicial. Aliás, este é o caminho que os próprios funcionários indicam para que o sofrido paciente trilhe para alcançar o atendimento pretendido.

Postar fotos de reforma de posto de atendimento na zona rural é bonito né? Só esqueceram de que as melhorias só foram elaboradas no fim do mandato e quando o município foi compelido a fazê-lo.

E o que dizer dos recursos recebidos pelo município para a prevenção da Covid-19? Onde está a prestação de contas??? Para onde o dinheiro foi destinado???

Não podemos esquecer do escandaloso caso da queima de livros do acervo da prefeitura(vídeo abaixo). Aliás, depois disso, no mínimo, deveriam ter feito um balanço patrimonial e esclarecer a população qual o acervo da Casa da Cultura, pois, no mínimo, os cidadãos ficaram pasmos com a postura da Secretária da Cultura.



Não tem como não relembrar, ainda, da bizarra atuação de tal secretária, posto que tem ligação com as bizarrices das pinturas dos prédios públicos da prefeitura e Casa da Cultura. Tem um áudio autoexplicativo que descrevem bem a postura dessa pessoa de confiança da administração.  Lembram-se? A população sequer foi consultada.

Enquanto a farra corria à solta, o prefeito municipal se escondia em seus refúgios, baldeando entre Alcobaça e o SAAE de Itambacuri, que é o local, inclusive, que ele exercia suas funções no início da administração, deixando a dúvida no ar se ele era do chefe do executivo ou diretor da referida autarquia. Será que o vínculo entre Henrique e SAAE terminará com as eleições???

Enfim, digitaria páginas para apontar as irregularidades da atual gestão, mas a intenção, como dito, não é essa.

Jovani - Henrique – Henrique- Jovani – mesma pessoa? Reflitam.

Em relação a Vicente Guedes, o jeito de fazer a campanha eleitora não mudou, o que nos leva a crer que sua administração, caso eleito, não trará grandes novidades.

Cumpre ao eleitor analisar o que ele fez e poderá fazer para a cidade.  Por ocasião da administração dele, a cidade estava melhor?? Quais, o que, realmente, deve pesar na balança.

Quanto a Fábio Magalhães, certo que ele trouxe a Itambacuri a faceta de um “novo” PT, sendo indicado em convenção que não contou com a participação dos petistas de história, o que coloca em cheque se ele realmente está a defender os interesses do 13 ou os próprios?

Ainda assim, fez uma política da boa vizinhança. Com boa oratória, própria de um advogado, não é de se estranhar que tenha se sobressaído, sobre os demais, no debate do último dia 11. Caso ganhe, conseguirá extinguir dicotomia política de Itambacuri que dura séculos, em que apenas duas ideologias se sobressaem? Ele prometeu unir, tomara que assim o faça se merecedor do cargo. É evangélico, como tal, qual será sua postura diante dos direitos dos LGBTQI+? - Tema que precisa entrar na Pauta do próximo governo, notadamente depois de uma eleição em que houve ataques homofóbicos.

Uma coisa é inegável: a força do PT!

Fabíola Esteves, como vereadora, disse muito, fez pouco. Responsável pela iniciativa de lei que criou a conhecida feirinha de Itambacuri, que muito beneficiou a cidade.

No entanto, esta é a obrigação de um vereador. O povo deve ter em mente que o incomum é colocar na Câmara vereadores que comparecem no prédio somente às reuniões.

Paremos para pensar, o vereador que você elegeu foi autor de quantos projetos de lei em benefício de população???

Certo é que a aliança entre Fabíola e Vicente os tornaria, quem sabe, imbatíveis! Por qual razão não se aliaram, já que, há tempos, eram correligionários? Qual dos dois não teve a hombridade de reconhecer que a união faz a força e que se projetassem, juntos, um futuro de Itambacuri, não somente para os próximos cinco, mas para os dez, quinze, vinte anos, seriam muito mais convincentes, pois, certamente, mostrariam que os interesses por uma Itambacuri sobrepõem seus interesses políticos.

Fabrício Araújo apresentou a proposta de governo mais promissora à população. Muito bem ponderada. No entanto, alianças não se firmaram e o fato dele ter chegado do estrangeiro recentemente apagou o seu brilho, pois muitos nem o conhecem.

Espero que esta matéria tenha despertado o interesse no leitor sobre a intenção, lisura e honestidade dos candidatos.

Vote consciente!!! Pense grande!!!


Créditos do Vídeo: Edson.

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